Recuperação LPT

Worksheet by Jaqueline Scorza
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Texto IQuando falamos em cidadania , nós a enaltecemos como se fosse uma dimensão superior à política. Não devemos desmerecer a política, como se fosse pertencente a um campo menos expressivo e inferior à cidadania. Através da política é possível construir a cidadania e a democracia, na definição política do termo: bem comum, igualdade social e dignidade coletiva. E, nesse sentido, a cidadania e a democracia se revigoram. Como afirma Boff: "o ser humano é um ser de participação, um ator social, um sujeito histórico e coletivo de construção de relações sociais o mais igualitárias, justas, livres e fraternas possíveis dentro de determinadas condições histórico-sociais". O conhecimento social e o desenvolvimento político são dois aspectos que cada vez mais vem se desvendando como instrumentos de emancipação e autonomia do cidadão que deseja entender a sociedade e atuar como autor, construtor e reconstrutor de realidades. Ao pensarmos a democracia unicamente como ideal de igualdade, acabamos por aniquilar a liberdade. Existe um grande perigo em conceber todos os indivíduos como iguais, pois excluiremos o direito democrático da diferença, a possibilidade de pensar de maneira diferente e de ser diferente. Por Amélia Hamse, II(...) A maneira mais fácil de garantir a permanência do povo nas ruas, contudo, é ignorá-lo. Não ignorar o que ele grita, mas ignorar por que ele grita. Ignorar a natureza das manifestações, atendo-se a distrações como o tamanho ou a composição delas. Desqualificar o povo como “coxinhas”, “golpistas”, “fascistas” ou epítetos bobocas do tipo agradará somente aos poucos (...). Os brasileiros que foram às ruas neste domingo gritaram porque querem ser ouvidos. Por Diego Escosteguy, 16 IIIDia desses, por conta da confusão instalada no sistema político brasileiro, ouvi alguém dizer que “o Brasil precisa alforriar sua democracia”. Urros e vaias à parte, a presidente sofreu o impeachment, o vice assumiu – ainda que debaixo de cenas do inconformismo dos cidadãos, ora hasteando bandeiras vermelhas, ora verde-amarelas. Percebi a situação agravada ao saber que as bandeiras eram hasteadas em nome do estômago – haja vista a farta distribuição de cestas básicas aos manifestantes – e não, de fato, em nome da Democracia. Para recorrer à fala comum, os ânimos estão exaltados. Em outros tempos, exatamente durante a Quinta República – só para não mencionarmos aqui o horror que se encerra na expressão “Ditadura Militar” – José Nêumanne, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, receberia voz de prisão ao enfrentar o Ministro Marco Aurélio e dizer-lhe, com todas as letras, que não confia na lisura da Suprema Corte. Isso para citar um único exemplo da ousadia de intelectuais, que, bravamente, em nome da Democracia, abre as gavetas do Poder Judiciário e tira dali processos encravados, verdadeira fortuna do Brasil ali amarrotada. E, importante dizer, tudo isso só é possível por conta dos favores da Democracia que, ainda que não alforriada, ainda que sangrando, permite a manifestação dos brasileiros. Por Gislaine BuosiAssista: -História do Brasil no período democrático, 28:18-Nunca houve "Ditadura Militar no Brasil!", 13:53-O pensamento conservador (...) e a Democracia, 32:45 “Cidadania e participação social – como conciliar democracia e ordem pública?”

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